domingo, 19 de junho de 2011

Session 19/06/11

Joguei hoje à noite e mais uma vez não joguei bem.. alguns coolers e OP vs OP maiores, mas vários calls ruins e uma má seleção de mãos.. resultado: prejuizo de U$$ 32,99 em 679 mãos.. pra acabar de completar ta ruim de jogar no meu PC porque ele ta travando muito e tambem não tou descobrindo como se posta o gráfico por sessão.. quando eu cosenguir reedito o post.. alem disso tambem tô meio de cabeça quente.. e ainda por cima meu dinheiro na Absolute Poker ainda não foi liberado.. fiz o saque dos meus 200 há mais ou menos 2 semanas depois que eu soube que a sala estava prestes a falir, mas até o dia de hoje meu saque não foi aprovado.. quando entro em contato me pedem pra ter paciência... dá vontade de responder o email dizendo "paciência de c* é rol*", mas vou esperar mais um pouco.... vamos ver se nos próximos dias a coisa melhora..

Me reconheci numa mulher..

É interessante como as aparências podem influenciar às pessoas.. como é importante saber "ler as entrelinhas".. como temos sempre que ir além da primeira impressão.. às vezes até da segunda..
Tenho uma colega de trabalho que logo que a conheci tive uma boa impressão.. não apenas por causa da sua bela aparência.. kkk... mas pela simplicidade e pela pessoa que aparentava ser.. no entanto depois de algumas semanas tudo mudou.. aquela garota humilde e sorridente mostrou-se alguem carrancuda quando séria e irônica quando demonstrava humor.. e eu pensei.. "bom.. me enganei, normal..." mas conversando com pessoas próximas a ela descobri que tudo o que elas falavam contrastava com a minha opnião e com as aparências.. daí comecei a analisar.. fazer experiências.. kkk... e descobri um grande segredo... quase um tesouro.. como a timidez pode nos influenciar.. como muitas vezes preferimos parecer pessoas chatas e displicentes a demonstrar nossa bondade e carinho por alguém e acabamos afogados com os nossos planos, nossos jogos idiotas e nossa arrogância de quem não quer parecer vulnerável ou infantil... mas daí lembramos o que um dia um certo Homem disse "Não entrará no reino dos céus quem não voltar a ser criança." E isso implica chorar quando se sente dor, rir quando se tem vontade, cuidar quando se tem carinho.. pra mim eis a verdadeira humildade... ninguem mais humilde do que Deus que ama porque é amor e é justo porque é justiça.. que se fez homem quando se fez necessário.. não pensou: "O que pensarão de mim, um Deus que se faz homem e morre numa cruz?" - e por mais que isso possa ser absurdo aconteceu, porque Ele é!! - enfim me vi naquela amiga de trabalho quando eu tinha meus 14 ou 15 anos.. andava de preto, falava com pouquíssimas pessoas, passava às vezes uma péssima impressão mas já tinha o coração ingênuo que tenho hoje e tinha pouquíssimos amigos.. mas tão verdadeiros que não perderam contato comigo até hoje..
Me perdoem a teologia Pranchiana.. mas não é teologia, é só o que eu penso..
A vida é assim.. vivendo, aprendendo e descobrindo..

FJ

Session 1 - 18/06/11

Hoje resolvi levar minhas sessões mais a sério, principalmente depois do pau que levei ontem na Party Poker. Ontem quando cheguei da capital para passar o final de semana com minha família me deparei com uma carta da Party Poker me informando de dois bônus que estariam à minha disposição caso eu resolvesse voltar a jogar na sala.. então loguei, aceitei os bônus e resolvi jogar..
Não sei se foi porque joguei no Notebook sem o mouse, o que é bastante cansativo, mas joguei muito mal.. levei alguns coolers também.. alguns quase que por "vingança do baralho" por eu ter saido do meu jogo usual.. exemplo de uma mão: Tenho ATs no CO, um UTG dá raise e como eu estava jogando sem estatísticas normalmente daria o fold, mas resolvi pagar. Flop: T7K, o raiser da cbet eu call. Turn: T e eu penso "traz o c* pra pic* mané", aí o cara da check eu beto e ele raise, eu penso em só pagar (o que eu faria normalmente), mas atolo e ele mostra 77.. GG.. that's poker.
Mas no resto joguei muito mal. Daí resolvi postar a partir de agora os gráficos das sessões e alguma mão que eu achar mais interessante (ainda preciso ver em qual formato postarei, como ficará melhor..).
Vou tentar postar as sessões durante os treinos de cash da Pokerstrategy que estou voltando a assistir e sempre que postar uma mão no fórum da Pokerstartegy vou postar também aqui no meu blog, fiquem à vontade pra comentar.. discordâncias são bem-vindas.. segue abaixo o gráfico da sessão do dia 18 de junho de 2011.

Pedagogia da Travessia


Rubem Alves

A MENINA QUE me conduzia pela Escola da Ponte na minha primeira visita me disse que na sua escola não havia professores dando aulas. Espantei-me. Nunca me havia passado pela cabeça que houvesse escolas em que professores não davam aulas. Pois as aulas não são o centro mesmo da atividade escolar? As aulas não são o método que as escolas usam para transmitir saberes? E os professores não são os portadores desses saberes? Todo mundo sabe que a missão de um professor é "dar a matéria"... As escolas existem para que as aulas aconteçam... E agora essa menininha me diz que, na sua escola, não havia professores dando aulas e ensinando saberes...

E mais: naquela escola, as crianças não ficavam separadas em espaços diferenciados, de acordo com seu adiantamento: os miúdos ficavam misturados aos graúdos... Mas a separação dos alunos segundo os seus saberes não seria uma exigência da ordem e da eficácia?

Disse ainda que não havia nem provas nem notas. Mas a avaliação... Como se pode avaliar o que foi aprendido se não há provas? Provas são instrumentos de avaliação!

E também não havia as divisões no tempo do pensamento. Nas escolas normais, o pensamento é como na televisão: a intervalos regulares, muda-se o programa. Uma campainha toca: 45 minutos, todos pensam matemática. Transcorridos 45 minutos a campainha toca de novo, os pensamentos da matemática são guardados e, no seu lugar, são colocados os pensamentos de história, até que a campainha toque de novo e os pensamentos de história sejam substituídos pelos pensamentos da biologia. Tudo em ordem perfeita, como soldados em parada, todos caminham juntos aprendendo as mesmas coisas no mesmo tempo, numa imitação das linhas de montagem. Que extraordinárias "máquinas de pensar" são os alunos, que mudam os pensamentos automaticamente ao comando de uma campainha!

Perguntei, então, à menina: "E como é que vocês aprendem?". Ela não titubeou: "Formamos grupos de seis alunos em torno de um tema de interesse comum..."
Percebi que, naquela escola, não havia nada que se assemelhasse às "grades curriculares". Grades... Somente um carcereiro desempregado poderia ter ideia tal. Grades. Não há opções, não há escolhas: um desconhecido colocou os saberes obrigatórios dentro de uma grade; conhecimentos "engradados"...

Mas a menina me havia dito que tudo se iniciava com o desejo de aprender algo, curiosidade, que nem precisava estar em qualquer grade obrigatória. Esse desejo era a alma da aprendizagem, a provocação da inteligência. Continuou:
"Convidamos um professor para ser nosso orientador..."

Pode até acontecer que o professor nada saiba sobre esse "tema de interesse comum". Não importa. Os professores não sabem tudo. Não sabendo, pesquisam. E os alunos, ao ver o professor explorando os caminhos que o levam àquilo que ele não sabe, perceberão que o aprender não está nem na partida nem na chegada, mas na travessia, como disse o educador Riobaldo. E fiquei a pensar em como seria essa coisa a que se poderia dar o nome de "pedagogia da travessia"...

Fonte: Folha de São Paulo